A sigla ESG – Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança) – já virou critério para avaliar como empresas de todos os portes cuidam do meio ambiente, das pessoas e da gestão. Hoje, investidores e clientes usam essa lente para decidir onde colocar dinheiro e com quem preferem fazer negócio.
Na indústria de madeira, isso já é realidade: o setor está entre os que mais se destacam em desempenho socioambiental, muito em função do uso de florestas plantadas, certificações e de uma gestão consciente sobre os impactos. Mesmo assim, ainda existe um grande desafio na etapa industrial: o rendimento da tora e a quantidade de resíduos no processo. Uma análise da produção brasileira de madeira em tora entre 2010 e 2019, baseada em dados do IBGE, estimou que, só nas toras de florestas plantadas para fins industriais (sem contar energia e celulose), são 51,6 milhões de m³/ano, com coeficiente de rendimento entre 35% e 45%, o que representa uma grande parte virando resíduo e serragem.
Ao mesmo tempo, otimizar o uso de recursos está diretamente ligado à redução de custos operacionais e ao aumento de competitividade, não apenas à “imagem verde”.
Na prática, isso significa que uma empresa madeireira que:
- domina seus indicadores de rendimento;
- mostra boas práticas de manejo e destinação de resíduos;
- comprova origem legal e sustentável da madeira;
- e investe em eficiência energética e de processo
tende a ser vista com outros olhos por compradores, investidores e clientes.
Onde a serra entra na estratégia de ESG
No dia a dia da indústria madeireira, uma parte enorme da sustentabilidade acontece em um processo muito específico: o corte da madeira. E esse processo é diretamente influenciado pela serra escolhida e por como ela é cuidada.
1. Rendimento e aproveitamento da tora
- Serras com espessura de corte adequada e boa estabilidade mecânica conseguem retirar mais peças por tora, com menos perda em forma de serragem.
- La geometria correta do dente, ajustada para cada espécie (pinus, eucalipto, tropicais, madeiras abrasivas), reduz reserragem e peças fora de medida.
2. Energia, vibração e paradas de máquina
Ferramentas de alto desempenho, corretamente tensionadas, afiadas e adequadas à madeira, deixam o corte mais leve, ajudam a baixar o consumo de energia e a diminuir paradas.
3. Resíduos mais “úteis”
Mesmo quando o resíduo é inevitável, cortes mais precisos e regulares são muito mais fáceis de destinar para outros usos industriais, como pellets ou painéis.
ESG começa no detalhe do corte
No fim das contas, ESG na indústria madeireira não acontece só no discurso, mas na forma como cada tora é aproveitada, como a pilha de resíduos diminui e como o processo fica mais previsível e seguro. A serra certa é uma das ferramentas mais simples e diretas para transformar a sustentabilidade em prática. E é justamente nesse ponto que fornecedores especializados em serras e afiação, como a Franzoi, ajudam o setor a conectar desempenho de corte, competitividade e responsabilidade ambiental em uma mesma estratégia.